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A forma como o nome do espetáculo é escrito já é um primeiro fruto do encontro dos Clowns com Brecht. “É uma brincadeira com o título original. A idéia é que se saiba que o texto do Brecht está presente, no entanto existe uma intervenção nossa sobre a obra. Além do mais, a idéia principal da peça é mesmo a destruição, a anulação, a crítica sobre a sociedade pequeno-burguesa, tanto a que o Brecht vivia, no início do século passado, quanto a que encontramos hoje em Natal, tão voltada para aparências e para a preocupação excessiva no que os outros irão pensar. Daí a idéia de riscar o Pequeno-burguês, deixá-lo ali, à vista, mas ao mesmo tempo sem ser lido, sendo ignorado., diz Fernando Yamamoto, um dos diretores do espetáculo.
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A brincadeira com o título do espetáculo não é uma novidade para os Clowns. Nas suas montagens de textos shakespearianos, o grupo também usou deste recurso, como “Megera DoNada” (A Megera Domada), “Sonhos de uma Noite Só” (Sonho de uma Noite de Verão) e “Muito Barulho por Quase Nada” (Muito Barulho por Nada). “Não se trata de uma simples brincadeira, uma tentativa de ser diferente sem motivo. Os títulos sempre têm uma forte ligação com o conceito da encenação, além de demarcarem um selo, uma marca forte do grupo. |
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O Casamento do Pequeno-burguês é uma adaptação do texto escrito em 1919, quando o jovem Brecht tinha apenas 21 anos e seus pensamentos sobre o teatro estavam ainda mais próximos às suas influências expressionistas do que o teatro épico/dialético que viria a desenvolver durante a sua vida.
Apesar da montagem estar separada quase um século da data em que foi escrito, o texto permanece atual e discute as relações sociais de uma determinada parcela da sociedade.
A história se passa durante a festa de um casamento de sociedade, entre Jacó e Maria. Os convidados – familiares e amigos – vêem os móveis da casa, construídos pelo próprio noivo, serem destruídos à mesma medida que as máscaras vão caindo, e as reais personalidades vão sendo reveladas.
O jogo de hipocrisia vai ganhando tempero à medida que o tédio, o cansaço e o álcool começam a fazer efeito entre os convidados. O resultado é um espetáculo que questiona as relações sociais e os jogos de aparências tão comuns na nossa sociedade. |
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| George Holanda |
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Cesar Ferrario |
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Carolline Cantidio |
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Rogério Ferraz |
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Nara Kelly |
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Marco França |
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Renata Kaiser |
| O Marido |
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O Amigo |
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A Irmã |
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O Noivo |
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A Madame |
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O Pai |
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A noiva |
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Direção
Fernando Yamamoto
Eduardo Moreira
Direção Musical e arranjos
Marco França
Ernani Maletta
Música
Marco França
Equipe de criação (anjos)
Camille Bezerra
Ênio Cavalcante
Potyra Pinheiro
Rodrigo Bico
Dramaturgia
Adaptação do grupo e de Eduardo Moreira a partir de original de Bertol Brecht
Criação de Cenário
Fernando Yamamoto
Rogério Ferraz
Confecção de Cenário
Mario Moveis
Caracterização
Mona Magalhães |
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Desenho de luz
Ronaldo Costa
Rogério Ferraz
Figurino
O grupo
Consultoria de figurinos
House Estilo
Consultoria de dança
Rubens Barbosa
Equipe de apoio
Camile Bezerra
Ênio Cavalcante
Fotos
Pablo Pinheiro
Concepção Gráfica
Fernando Yamamoto
Pablo Pinheiro
Arte Final
House Cultura & Cidadania
Produção
House Cultura & Cidadania |
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Onde: Centro Cultural Casa da Ribeira
Quando: Temporada até 20 de agosto; sábados às 21h e domingos às 20h. | Quanto: R$ 5,00. | Reservas: 3211.7710 |
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Apoio |
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Um projeto |
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Realização |
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