Você precisa atualizar o seu Flash Player.
O site da CASA DA RIBEIRA requer o Adobe Flash, versão 7 ou mais atual.
Por favor clique aqui para fazer o download.
Ou, se você está certo de que possui o Flash 7 ou mais atual, clique aqui parar forçar o site a carregar.

História da Casa

Início > A história da Casa


Testemunha de muitos fatos, o casarão de número 52 da Rua Frei Miguelinho nasceu como uma modesta hospedaria em 1911. Os moradores mais antigos da Ribeira contam que, no primeiro andar, marinheiros, vendedores e boêmios dormiam após fecharem bares pela rua Chile e travessas. Tempos depois, o casarão foi transformado em oficina de navios, sendo posteriormente, por muito tempo, a Padaria Palmeiras, uma das principais panificadoras dos bairros da Ribeira e das Rocas. O prédio também foi uma das primeiras sedes do Armazém Pará, loja especializada no comércio de materiais de construção, tendo sido fechado e desocupado em 1988, quando permaneceu “esquecido” até ser descoberto pelos jovens do Grupo de Teatro Clowns de Shakespere, em 1997.

O Grupo de Teatro Clowns de Shakespeare na época sonhava com um lugar onde pudesse montar e apresentar seus espetáculos e tinha ainda o sonho de oferecer aos artistas e ao público potiguar um espaço para temporadas e festivais. Uma casa, no sentido mais acolhedor da palavra, que tivesse qualidade técnica acima das já encontradas em Natal. Ao encontrar o prédio que, há 10 anos fechado encontrava-se praticamente em ruínas, o sonho do grupo virou um projeto.

Com o patrocínio da iniciativa privada, a partir das leis federal e estadual de incentivo à cultura, o grupo começou a desenhar a idéia da Casa da Ribeira, projetada pelo arquiteto Haroldo Maranhão, de maneira a preservar o valor histórico e ao mesmo tempo revelar a intervenção moderna.

FOTO - PRINCIPAL
Fotos: Ricardo Junqueira

FOTO - 02 FOTO - 03  FOTO - 04  FOTO - 05  FOTO - 01  FOTO - 01  FOTO - 01


A primeira empresa que acreditou no projeto foi a Telemar, que firmou-se como co-patrocinadora com o investimento de R$ 90 mil. Em seguida, veio o Armazém Pará, que doou 70% do material de construção para a obra, além da cessão do próprio imóvel. O grupo de artistas e produtores trabalhava noite e dia estudando marketing cultural, políticas culturais e elaborando materiais para a visita a potenciais patrocinadores. Nessa época além da atual diretoria também dedicaram seu tempo e esforço Soraya Guimarães, Víni Fernandes, Fernando Yamamoto, Ronaldo Costa, César Ferrário e Luciana Freitas. Num segundo momento, uniu-se ao grupo, que passou por diversas formatações, Val Dias, Carolina Lopes e Maria de Jesus. Além destes, foi indispensável a colaboração direta ou indireta, de muitas formas, dos amigos publicitários, jornalistas, artistas e profissionais de diversas áreas que passaram a sonhar junto com o grupo.

Foram incontáveis reuniões, que começaram madrugada adentro na casa de Fernando Yamamoto e depois passaram a ser feitas no primerio escritório, uma sala cedida pelo tio de Henrique (sr. José de Arimatéia Fontes) e mobiliada com pertences dos integrantes, mas mesmo assim, durante um ano não se conseguia um novo patrocínio para que as obras de fato pudessem começar.

Até que um dia, após um curso de marketing cultural custeado com a venda de camisetas da Casa, Gustavo chegou com uma idéia: “Precisamos fazer um evento para que a cidade conheça e deseje esse projeto.” Assim, nasceu o “Na Rua da Casa...” , um verdadeiro festival multi-artístico que passou a ser realizado mensalmente aos domigos. Foram, sem dúvida, as 19 edições do evento, realizado em frente ao casarão ainda em ruínas, com a participação voluntária de artistas que o sonho da Casa começou a ser compartilhado com toda a cidade.

A cada mês, o público se multiplicava, mais artistas aderiam ao movimento e cada vez mais a imprensa voltava os olhos e para a idéia, projetando-a para todo o Estado. Assim, os empresários começaram a ouvir o nome da Casa e a dar credibilidade ao projeto. A TV Cabugi (atual InterTV) e depois a TV Ponta Negra entraram como parceiras, cedendo espaço em sua programação para exibir os vídeos institucionais da Casa. Estes eram criados por Vini e César e realizados pela produtora Sinal de Vídeo, atual DVP.

O esforço não foi em vão: em 2000, a Cosern decidiu fazer um investimento até então inédito em projetos culturais no Estado do RN, entrando com uma cota de patrocínio no total de R$ 326 mil e tornando-se a principal empresa patrocinadora. Logo depois, a Petrobras também acreditou no sonho daqueles jovens artistas e firmou sua marca com o co-patrocínio de R$ 122 mil.

Várias outras empresas locais também participaram com permuta de materiais e serviços, foram elas: Potycret, Offset Gráfica, Florence, Arcol, Diário de Natal, Bandeirantes Outdoor, ADS segurança, Hotel Vila do Mar, Restaurante Guinza, Oficina da Luz, Mármore Ltda e Cabuginet. A Casa da Riberia ficou pronta, parcialmente equipada, mas completamente restaurada e pronta para abrir suas portas sob um investimento total de R$ 1 milhão e 150 mil.

Em 06 de Março de 2001, após 4 anos de trabalho de captação de recursos e apenas 4 meses de construção, o sonho se concretizou: o Centro Cultural Casa da Ribeira abriu suas portas para a arte de qualidade e mantém até hoje um espaço para reflexão, formação, convivência e transformação através da arte.
linha
Rua Frei Miguelinho, 52 • Ribeira Natal/RN • 59012-180 • Brasil 55 84 3211.7710 • contato@casadaribeira.com.br
Website por: Houseweb